Campanha “A Tradição” vai às escolas com novas estratégias

A campanha de sensibilização “A Tradição”, desenvolvida pela SUMA, no ano passado, nos municípios de Alcobaça, Aveiro, Batalha, Celorico de Basto, Caminha, Ourém, Porto de Mós, Rio Maior e Trancoso, conhece, este ano, novo fôlego, com a implementação de novas estratégias.

Destinada a sensibilizar para a necessidade de recuperação de hábitos descontinuados nas últimas gerações, o apelo desta campanha está vinculado aos conceitos de poupança, reaproveitamento, reutilização e conservação, aplicados quer às esferas económicas – provenientes dos desafios globais contemporâneos –, quer à premência emergente das constatações ambientais, suas novas facetas e reflexões atitudinais subjacentes, plasmadas também nos novos impostos da fiscalidade verde.

Tendo sido iniciada com a distribuição de sacos de pano para panificados, em padarias do centro dos municípios abrangidos, esta ação conhece, este ano, uma nova fase, com a sua extensão aos estabelecimentos de educação e ensino.

A iniciativa será promovida quer através de sessões de contacto pró-ativo, pela apresentação de uma adaptação do conto do “Capuchinho Vermelho”, neste caso a “Fitinha Vermelha”, acompanhada pelas personagens Velhinha Tradição e Lobão Modernização, quer em sessões de cinema, onde os grupos escolares poderão assistir ao filme “A Tradição ainda pode ser o que era”, com uma personagem bem típica a desmistificar, ao longo da película original, a atualidade e adequabilidade de procedimentos de reutilização de materiais e combate ao desperdício, tidos como do antigamente.

Esta campanha encontra-se, atualmente, em desenvolvimento nos municípios de Aveiro, Batalha, Figueira da Foz, Vila Nova de Cerveira e Vila Nova de Gaia, com a distribuição de sacos de pano, individuais e fitas de pulso, fomentando os hábitos corretos de redução na origem, consumo sustentado e reutilização de materiais, por encaminhamento para terceiros ou mudança de função/utilidade, através da comparação de comportamentos que eram efetuados no “tempo dos avós” face às rotinas atuais.